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O que é halitose (mau hálito)?
Halitose (mau
hálito) é um termo derivado do latim, onde
halitus significa ar expirado e osis significa alteração patológica
(doença).
A halitose é uma condição anormal do hálito, que se torna
desagradável, podendo ou não significar uma doença. Ter halitose
indica que algo não vai bem, seja do ponto de
vista patológico (que requer tratamento) ou fisiológico (que
requer apenas orientação).
Por que muitas pessoas não
sentem seu próprio hálito?
Muitas vezes, as pessoas com halitose não sentem o seu próprio
hálito porque o olfato se acostuma com o mau odor (fadiga olfatória).
Por isso, muitas pessoas que têm
mau hálito não procuram tratamento e, conseqüentemente, acabam
sofrendo discriminação por pessoas de seu convívio social, que não
se sentem bem para alertá-los sobre este problema.
Uma das maneiras
para uma pessoa saber se tem ou não halitose é perguntando para
alguém de sua intimidade e confiança. No entanto, este é um
procedimento onde ambas as partes geralmente não se sentem à
vontade.
Além
disso, a capacidade de percepção do odor varia de pessoa para pessoa
e de dia para dia (quando realizada pela mesma pessoa) e não é possível mensurar o grau de intensidade da halitose com
precisão.
Para se conseguir uma verificação
mais eficaz e cientificamente comprovada do hálito, existe,
atualmente, um aparelho chamado Halimeter®.
Halimeter®: um
aperelho de alta tecnologia capaz de medir o hálito
Até cerca de alguns anos atrás, a medida dos gases responsáveis pela
halitose somente
era possível, no consultório, através da utilização do olfato.
Felizmente, hoje existe o Halimeter®,
que é um aparelho de alta tecnologia capaz de medir a quantidade dos
compostos sulfurados voláteis (principais gases causadores do mau
hálito), podendo avaliar a existência ou não da halitose, a
gravidade do problema e acompanhar a evolução do tratamento. O
Halimeter®,
portanto, é um elemento muito importante no programa de tratamento
da halitose.
Qual a causa da halitose?
Existem mais
de 50 causas para a halitose, que podem ser fisiológicas ou
patológicas (causadas por doenças), por razões locais (vindas da
própria boca) ou sistêmicas (gerais). No entanto, mais de 90% das
causas da halitose estão localizadas na própria boca e são o
resultado da quebra por bactérias anaeróbias de compostos protéicos,
resultando na produção dos compostos sulfurados voláteis (principais
gases responsáveis pelo mau hálito).
Muitas vezes,
a pessoa apresenta um somatório de causas que levam à halitose.
É verdade que o mau
hálito vem do estômago?
Grande parte das pessoas acredita que a causa da halitose está no
estômago (gastrite, úlceras). Sabe-se, no entanto, que isto não é
verdade.
São raríssimos os casos em que a causa da halitose pode ser gástrica
(ex. refluxo gastro-esofágico).
Todas as pessoas têm mau
hálito ao acodar?
Praticamente todas as pessoas apresentam hálito desagradável ao
acordar. Por isso, a halitose ao acordar é considerada fisiológica.
Isto acontece devido à leve hipoglicemia, redução do fluxo salivar e
aumento da flora bacteriana proteolítica.
Após a higiene bucal e após a
primeira refeição (café da manhã), a halitose matinal deve
desaparecer. Caso isto não ocorra, pode-se considerar que o
indivíduo tem mau hálito, necessitando de investigação e tratamento.
Mau hálito tem
tratamento!
É comum a pessoa com halitose consultar vários profissionais e não conseguir
resolver o seu problema. É bem verdade que, dependendo da(s)
causa(s), o desaparecimento da halitose pode demorar um
pouco mais de tempo. Porém, o que acontece é que, infelizmente,
muitos médicos e dentistas ainda não estão bem informados sobre as
causas e tratamentos da halitose. Como cerca de 90% da(s) causa(s)
da halitose estão localizadas na própria boca, o profissional da
área de Odontologia devidamente informado sobre o assunto é a pessoa
mais indicada para tratar a halitose.
Como é a consulta para
halitose?
A primeira consulta realizada pela
Dra. Karin demora em média uma hora e meia. Inicialmente, o paciente
preenche um questionário de saúde (anamnese). A seguir, ele responde
a um detalhado questionário em que são colhidas informações a
respeito das várias possíveis causas da halitose. Posteriormente, a
Dra. Karin realiza um exame minucioso da boca e outros exames
importantes para o diagnóstico (incluindo a medição do hálito com o
halímetro - Halimeter® - e a
sialometria - medição do fluxo salivar).
Somente a partir dessas informações e de outros exames, se forem
necesssários, é instituído o tratamento adequado.
Geralmente, o paciente apresenta
melhora da halitose logo nos primeiros dias de tratamento.
Referências
Bibliográficas:
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Halitosis. Dermatol Clin. 21: 147-155, 2003
TANGERMAN A.
Halitosis in medicine: a review. Int Dent J. 52 (supl 3): 201-206,
2002.
TÁRZIA O. Revista da
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SCULLY C. & ROSENBERG M. Halitosis.
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